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20 fevereiro, 2012

Política, você ainda vai fazê-la


Eu não consigo sentir ódio mortal por todo e qualquer político, afinal até para ganhar um chamego da namorada eu tenho que fazer política.

A questão que muitos de nós confundem é que a política é um BEM (isso mesmo é um bem) muito necessário, sem a política a resolução pacifica de conflitos seria impossível.

Já pensou em pedir pro visinho uma xícara de açucar emprestada se ele detesta funk e você adora ouvir com o volume ligado no máximo toda sexta após a meia noite? Não seria inteligente, afinal você não fez a política da boa visinhança.

A facilidade que alguns de nós têm de chingar e difamar os mals políticos e ali colocar toda e qualquer esperança de bons políticos, no meu ponto de vista pessoal, é o resultado da própria incapacidade de pensar. Eu vejo que grande parte dos revoltosos sem causa, que sempre têm dez frases prontas para criticar a política, quase nunca tem uma só atitude para ao menos tentar mudá-la.


Alguns de nós temos prazer em votar no seu 'brother' favorito em certos programas de TV, mas esses mesmos 'alguns de nós' sentem ojeriza em cumprir o seu dever cívico de ESCOLHER quem irá lhes representar por quatro longos anos.
Cada vez que você diz que político é tudo igual, você está, diretamente, contribuindo para que isso se torne realidade, quando você declara que prefere votar em quem você já sabe que vai roubar, 'para não corromper' quem quer entrar, não sou eu ou ele quem dá continuação no mal feito, mas sim a tua atitude, ou em muitos e muitos casos, apenas a falta dela.

Como já dizia o filósofo, quem não gosta de política, é governado por quem gosta.
Essa máxima nunca foi tão verdadeira como hoje, mas infelizmente pelos motivos errados.

Meu amigo, você tem em suas mãos o poder de mudar isso, não importa o que vocâ pensa sobre 'todos os políticos', sempre que você cruza os braços para a sua realidade, você e todos os que estão a sua volta são prejudicados, e sabe por quem? Não, não é pelos corruptos, mas pela sua covardia em preferir continuar na ignorância e no eterno ódio aos políticos em detrimento de uma coisinha tão simples que poderia (e pode ainda) mudar literalmente tudo.

Sua Atitude.

E aí, vamos continuar chingando e falando que ninguém presta ou vamos sair dessa convardia ridícula e fazer algo por nós mesmos?



Fonte: https://www.facebook.com/notes/livre-sem-jeito-leandro-mar%C3%B4po-blog/pol%C3%ADtica-voc%C3%AA-ainda-vai-faz%C3%AA-la/245993528815167

08 janeiro, 2012

O plebiscito, os bois e seus nomes

Frede Silveira
       
     Engana-se redondamente quem pensa que os efeitos colaterais do
resultado do plebiscito do 11 de dezembro passado esgotaram-se com a
contagem dos votos e a constatação de que o Sim havia perdido.
Principalmente levando-se em consideração a espetacular votação em
favor da separação.
       Tenho usado os meios de comunicação de que disponho, principalmente
nossa coluna daqui do Correio do Tocantins, para demonstrar o ledo
engano de quem assim está pensando. Os argumentos contrários a quem
tem essa convicção são inquestionáveis, a começar pela inequívoca e
quase unânime adesão da população residente nas regiões emancipandas.
Ora, quando quase 94% do povo diz que quer se separar do estado mãe, o
Pará, com o propósito de criar os estados do Carajás e Tapajós deixa
claro para quem quiser saber o seu real desejo. Foram 1.200.000 homens
e mulheres de todas as classes sociais que disseram não a continuidade
do atual estado de dependência e consequente penúria de uma região
reconhecidamente rica e próspera do ponto de vista econômico, mas que
fica muito a desejar nas questões sociais em larguíssima escala.
       A população vai guardar por muito tempo na memória o nome de alguns
políticos, líderes empresariais e comunitários, sindicalistas e demais
lideranças, que foram frontalmente favoráveis a manutenção da atual
situação em que vive todo um povo honesto e trabalhador e que até hoje
acredita ser possível, sim, mudar essa triste realidade em que está
mergulhada ao longo do tempo.
       Para ficar apenas aqui por Marabá, onde faço parte de um grupo, a
Comissão Brandão, que juntamente com algumas outras entidades e
reconhecidas pessoas, faz um trabalho de décadas em prol da criação do
estado do Carajás posso afirmar que do desenho idealizado inicialmente
pela cúpula diretiva para desenvolver um trabalho de massificação da
campanha pelo Sim, de onde mais se esperava foi de onde menos se
obteve apoio.
       Ficou determinado pela Frente do Sim Carajás um desenho pelo qual
haveria uma Frente Municipal (servindo de modelo a todos os 39
municípios), composta de três dirigentes, a saber: O presidente, que
seria o prefeito municipal; o vice-presidente, que seria o presidente
da Câmara dos Vereadores; e um secretário, que foi indicado por um
grupo minoritário e que, por estranha coincidência, seria eu mesmo.
Ocorre que isso não funcionou. E, claro, não poderia funcionar mesmo,
principalmente aqui em nosso município onde o senhor prefeito nunca
foi propriamente dito um grande entusiasta na luta pela separação. O
vice-presidente da dita Frente Municipal, no caso o presidente da
Câmara de Vereadores, por conta de seus prováveis múltiplos encargos
não teve muito tempo a dedicar a campanha. E o secretário, por acaso
esse escriba, não passava de um simples enfeite posto embaixo da mesa
de decisões sem direito ao menos de escutar o que se decidia. O
resultado dessa fórmula miraculosa inicialmente foi o que já era
esperado: puro e simples fiasco, engodo.
       Na verdade o centro de decisões estava muito longe daqui,
deslocando-se entre Xinguara, Redenção, Brasília e Salvador. Sim,
Salvador mesmo, a cidade do salvador da pátria Duda Mendonça que muito
antes do dia D, segundo se comenta já estava a léguas do tiroteio
final. Mas essa, como outras, é outra história. Outras histórias que,
por sinal, por ocasião da campanha eleitoral deste ano certamete virão
à tona com todos os bois e seus respectivos nomes. E que fique bem
claro: jamais se deve brincar com a memória e inteligência do povo. A
vingança poderá ser cruel. É só esperar.

05 janeiro, 2012

E Agora?

Frede Silveira


Poeira baixada, ânimos mais ou menos sob controle, é hora de recomeçarmos a luta iniciada ha 25 anos pela nossa independência político-administrativa. Ao longo desse tempo desfilaram pela estrada da batalha pessoas e idéias, uma idênticas, outras nem tanto e algumas divergentes.Isso era absolutamente esperado por parte das pessoas com reconhecido grau de comprometimento com nossa causa. O que não era esperado, sem dúvida, e trouxe um grande mal estar e indignação entre os integrantes de todos os grupos do Facebook, foi a omissão deliberada de alguns atores outrora parceiros e que no final sujaram suas biografias junto ao povo que os elegeram.Qualquer político, seja carreirista ou não, jamais deverá esquecer que a internet, por seus instrumentos de comunicação social, dentre os quais o Face, Twitter e outros, cada vez mais fará a diferença em qualquer eleição no nosso país. Outra coisa que devemos entender como verdade absoluta é que muitos erros foram cometidos por parte de alguns líderes e que jamais deveriam ter ocorrido. Principalmente em relação a campanha publicitária. Lembro que fui duramente criticado quando me declarei contra o tamanho e o ritmo do nosso jingle, de autoria do publicitário Duda Mendonça. 
Resultado: como vimos não pegou.Reportei-me também sobre o que achei um erro não usar o 77 com o mote principal da campanha e no fim viu-se ter sido outro equívoco . Enfim, outros erros foram cometidos. O principal deles e que nunca mais deverá ocorrer foi terem alijado o povo, inclusive os faces, das discussões essenciais da campanha. Claro, não houve culpado; houveram culpados. Agora não cabe mais chorar sobre o leite derramado. Muito menos criar guerrinhas pessoais entre nossos grupos, isso é pura tolice e atestado de burrice. Mais do que nunca de agora em diante a palavra de ordem é união. Temos que demonstrar que aprendemos com nossos erros e que ninguém é dono de grupo algum. De outra forma de nada terá valido nossa luta, nossa angústia, nossa frustração e a força de nossos anseios e sonhos que mais do que nunca continuam mais forte e verdadeiros.

20 dezembro, 2011

O Projeto de Jatene que vai acabar com o Pará !


Por: Victor Javier 
Quando ouvi pela primeira vez do Projeto de Lei 210/2011 não tinha idéia que aquilo que me falavam iria chegar aos extremos que chegou aqui no Pará ,um cheque em branco para o Governador Privatizar todos setores da área social e econômica do Pará Pelo projeto de lei 210/2011, podem ser objeto de parcerias (que é a tradução d eocncessão, PPS’, privatização):

  • a administração pública; 
  • transportes públicos; 
  • saneamento; 
  • produção e distribuição de energia elétrica;
  • modernização da administração pública;
  • educação, saúde e assistência social; 
  • segurança, 
  • defesa, 
  • justiça e sistema prisional, quando ao exercício das atribuições passíveis de delegação; 
  • ciência, pesquisa e tecnologia; 
  • e outras áreas públicas de interesse social ou econômico.
 No Documento do Projeto de Lei,há um inciso em que diz após a enumeração dos setores que serão concedidos via PPPs,dizendo tal que a concessão pode ser PARCIAL ou TOTAL.
 Oras,analisando o documento e os interesses que existem por trás da construção do projeto de Transformar o Pará em um grande Celeiro Mercantil de àreas que deveriam ser garantidos pelo Estado ,onde a educação terá que ser paga,onde a saúde já não será universalizada se não obtiver seu retorno financeiro (Pagamento).Chega se á seguinte conclusão,estão querendo leiloar o bem que é publico e garantido inclusive em lei maior pela Constituição,o que parece que o Governador ou não se atenta ou seu escritório de advocacia sabe como driblar literalmente a lei para beneficiar os empresários sedentos de lucros e pouco se lichando ao povo .
 A Privatização da Cosanpa que está muito em voga,também mostra a habilidade tucana para associar a desconstrução midiática que sempre os ajudou nos processos de privatização com a manipulação da opnião pública,enfatizando por exemplo a “precariedade” dos serviços,fazendo o cidadão acreditar que a privatização elevará sua “qualidade” e dimunuirá seu preço.Contudo  em todos processos de privatização realizados por FHC,o estado é quem financiava a compra das estatais públicas e ainda negociações e transações cercadas de escandalos de corrupção,abafados pela grande mídia,segundo o autor do Livro A Privataria Tucana,”O Maior esquema de Corrupção da História do Brasil”.
 O mais curioso do Processo de votação e elaboração do Projeto de lei,é que ele fora feito e encaminhado ás pressas á Assembléia,e colocado em tom de urgência para sua votação,a bancada do PT e do PSOL,solicitou tempo para que houvesse um debate sobre o tema,na qual resultou no dia 15 de dezembro em grande agitação popular de centrais sindicais,movimentos populares e estudantis,gerando por parte dos parlamentares disposição para prorrogar a votação para dia 20 de dezembro.
 A partir disso,temos que parar e refletir,se a privatização que o próprio Jatene quis que o povo não soubesse e quis votar ás pressas para ser logo aprovado,seria boa realmente ao nosso povo.Porque se fosse,seria montado um grande debate público com frentes suprepartidárias para discutir todo o projeto e suas consequências. Minha posição é que as PPPs como foram elaboradas por Simão Jatene e encaminhadas á Alepa ,destroem totalmente a soberania de um Estado e sua obrigatoriedade em fornecer educação,saúde,assistência universal,itens garantidos na Constituição de 88 ,transferindo o patrimônio público ás mãos de poucos empresários aliados seus. A Cosanpa  cada vez mais é sucateada pela falta de repasses públicos, estratégia antiga e conhecida para legitimar a privatização,demitindo por fim vários trabalhadores e a conta de água aumentando em no minimo 35 % para que o lucro seja “restabelecido” e a “Saúde da Empresa” se concretize.
Com a retórica linda e caprichada de eficiência e ética,o P$DB com seu aparato midiatico,leva ao povo novamente á estagnação e a concentração de renda, o Projeto que vai acabar com o Pará,literalmente.

15 dezembro, 2011

Cientista Político defende que o Estado faça um "novo planejamento para as regiões que dariam origem aos Estados do Tapajós e de Carajás

O cientista político da Universidade Federal do Pará (UFPA) e professor Edir Veiga defendeu nesta segunda-feira que o governo do Estado faça um novo planejamento para as regiões que dariam origem aos Estados do Tapajós e de Carajás. Para o especialista, caso o governo do Pará não atenda às reivindicações locais, o movimento separatista se intensificará. A recomendação foi feita após a realização do plebiscito sobre a divisão do Estado em três, no qual 33,4% apoiaram a iniciativa, mas 66,6% rejeitaram.


O professor disse que é "muito maior a responsabilidade" do governo estadual em relação à execução de políticas públicas no Pará devido à discussão causada pela possibilidade de divisão da região. "O governo vai ter que fazer planejamento integrado, de longo prazo, para demonstrar para essas regiões que não basta o discurso de véspera de eleição ou plebiscito, há de se pensar um governo que busque investir principalmente nessas regiões conflagradas", disse Veiga.


O professor acrescentou que, caso não haja iniciativas do governo do Pará no sentido de atender às reivindicações da população, superando as diferenças inter-regionais, o movimento pela divisão do Estado se intensificará. Segundo ele, esse movimento pode ganhar força e nas próximas eleições, em 2014, a população apoiar os que defendem a proposta de divisão do Estado.
"A forma de o governo superar esse movimento é demonstrar que vai investir na região, melhorar o aparato de segurança, equipamentos de saúde, infraestrutura, rodovias e saneamento. Se isso não acontecer, o movimento vai continuar forte, porque já data pelo menos da década de 1980", afirmou.
Veiga disse ainda que na região do Tapajós, no oeste do Pará, há um movimento de mais de 150 anos em busca da emancipação. "A população se sente abandonada pelo governo do Estado", disse Veiga. "De R$ 12 bilhões do orçamento do Estado em 2010, foram investidos apenas 5% na região do Tapajós", acrescentou.


Segundo o professor, a região de Carajás tem um contexto diferente, é autossustentável economicamente, mas também reclama do "esquecimento" por parte do governo do Pará. Na década de 1970, muitos imigrantes chegaram à área e contribuíram para o desenvolvimento local, principalmente na agricultura, pecuária e, atualmente, produção mineral. Muitos municípios recebem royalties da mineradora Vale e contam com uma classe empresarial ativa e um movimento social organizado.


Agência Brasil

13 dezembro, 2011

'Ganhou a campanha do medo', diz Duda Mendonça sobre o Plebiscito


O marqueteiro Duda Mendonça --que coordenou a campanha pela divisão do Pará, derrotada nas urnas neste domingo-- disse que a propaganda do "não" à separação fez "terrorismo", sem apresentar argumentos.


"O Lula perdeu dois mandatos por causa do medo", afirmou Duda, que já coordenou campanhas do ex-presidente.


Os eleitores do Pará votaram ontem em um plebiscito sobre a criação de mais dois Estados no atual território: Carajás (região sudeste) e Tapajós (oeste). A divisão foi rejeitada por 66,60% e 66,08% dos eleitores, respectivamente.
Duda foi convidado por representantes da frente favorável à criação do Estado do Carajás --dono de terras na região, ele disse ter aceitado sem cobrar cachê.
Segundo Duda, as frentes contrárias à divisão inventaram mentiras para moradores da região metropolitana de Belém, que ficaria no Pará remanescente, como perda de riquezas naturais. "Que riqueza? O Pará não tem riqueza. As florestas, os rios, os minérios são do governo federal."

Ele disse também que teve de contratar paraenses que moram em São Paulo, porque pessoas do próprio Estado recusaram, com medo de que parentes que trabalham em órgãos públicos sofressem retaliações.
Para Duda, o plebiscito deveria ter ocorrido apenas nas regiões que queriam se separar. "Se tivesse ocorrido plebiscito em Portugal para a independência do Brasil, a gente seria colônia até hoje."

12 dezembro, 2011

O PARÁ NÃO CONHECE O PARÁ

Vicente Malheiros da Fonseca
Vicente Malheiros da Fonseca – magistrado, professor e compositor


Fala-se que o Tapajós veio na esteira do Carajás... Talvez seja o contrário... Carajás é que veio na esteira do Tapajós, cujo sonho já existe há mais de 200 anos.


Agora de nada adianta chorar o leite derramado.


Nada vai mudar. O Governo do Pará, aliás, o Governo de Belém, vai continuar ignorando o interior do Estado. Sempre foi assim e, infelizmente, sempre será.
Os latifundiários não querem perder um milímetro de sua propriedade, embora não saibam o que fazer com a imensidão de suas terras.


A grandeza do Pará não está no seu tamanho territorial, mas na inteligência e eficiência de sua administração.
É uma pena que o resultado do plebiscito tenha sido tão antidemocrático aos velhos anseios de emancipação de uma região tão socioculturalmente diferente de Belém.


Santarém – minha terra tão querida – vai continuar sendo a "Pérola do Tapajós"... que Belém precisa conhecer... Conhecer a cultura do povo do Oeste do Pará...


Mas não fiquemos tristes, pois o Brasil, como os paulistas, por exemplo, não conhece o resto de nosso país. Tudo um jogo de poder. E quem paga o pato são sempre os amazônidas, especialmente os nossos caboclos, quase índios... Há quem pense que aqui só tem jacarés e onças.


Mas não é bem assim. Tem música, tem belezas naturais, tem folclore... Só não tem mais saúde, segurança e educação porque o Governo (de Belém) praticamente ignora o outro Pará, sempre abandonado, sempre esquecido.


O resultado do plebiscito demonstrou, mais uma vez, essa dura realidade: o Pará não conhece o Pará!


Não foi uma eleição. Não havia candidatos nem partidos políticos. Tratava-se de uma consulta ao povo. E o povo votou contra o povo. Não permitiu, enfim, a emancipação de uma região já emancipada de fato.


O momento me inspiraria a compor um réquiem para a democracia.
Estamos de luto.
Realmente o Pará não conhece o Pará.

11 dezembro, 2011

11 de Dezembro, presente de Natal e Ano Novo

Se dividido o Pará (e vai ser), esse dia, 11 de dezembro, vai um dos maiores marcos já acontecido no Brasil, um exemplo superior de Democracia. O dia em que um povo sofredor e merecedor foi ouvido de verdade.


Apesar desse dia ser mau visto por ser dia 11, hoje poderá revolucionar até teorias históricas. 11 de Dezembro vai ser o dia de nascimento de dois estados Carajás e Tapajós, o dia da divisão do Pará, o dia da autonomia e como já disse, um dia valioso na história da democracia.

INDEPENDENTE DO RESULTADO O PARÁ DE HOJE JÁ ESTÁ DIVIDIDO EM TRÊS

O plebiscito de hoje vai mostrar um Pará dividido em três, mesmo que sejam derrotadas as propostas de criação dos Estados de Tapajós, no oeste, e Carajás, no sul - o cenário mais provável, segundo admitem os próprios separatistas.


Não há dúvidas de que a proposta de separação sairá vitoriosa por larga margem nas áreas que formariam novas unidades autônomas na Federação. É o eleitorado de Belém e arredores, muito mais numeroso, que deve impedir a separação - o que pode amplificar a sensação de "marginalidade" dos moradores das demais regiões do Estado.


A campanha mostrou que as áreas periféricas do Pará não se sentem economicamente atendidas pelo governo, nem são culturalmente identificadas com a capital. Mas Carajás e Tapajós também têm pouco em comum - são dois separatismos muito diferentes.


O sul, cuja "capital" é Marabá, é uma área de colonização recente, que começou a inchar a partir da construção da rodovia Transamazônica, nos anos 70, e que continua a atrair imigrantes. Tem hoje uma elite que veio de fora e que vê na criação de um Estado a oportunidade de ganhar influência política e gerenciar a exploração dos recursos naturais abundantes na região.


O oeste, por sua vez, tem uma população com raízes de mais de 300 anos e uma história de diversos conflitos com o poder central. Há registros de debates sobre a criação da Província de Tapajós já no século 19. Santarém, a principal cidade da região, tem muito mais vínculos com Manaus do que com Belém.


Enquanto Carajás vislumbra um boom de investimentos em mineração siderurgia e agronegócio, Tapajós tem como principal aposta de viabilidade econômica repasses de recursos federais.


Fonte: Agência Estado

Consultas populares amadurecem democracia, avaliam cientistas políticos

A realização do plebiscito sobre a divisão do Pará é mais uma etapa do amadurecimento da democracia brasileira, independentemente do resultado, segundo cientistas políticos ouvidos pela Agência Brasil. Eles acreditam que a convocação de uma consulta popular como essa ajuda a pautar temas relevantes para sociedade, ao mesmo tempo em que incentiva o cidadão a se perceber como agente político causador de mudanças.


Para o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), a convocação de uma consulta popular é válida por acender debates importantes na sociedade. “Se as regiões estão fazendo campanha para se separar, no mínimo estão mostrando que estão desamparadas, que existe insatisfação da população. Mesmo que a resposta seja não [dividir o Pará], isso pode gerar frutos políticos.”


A crítica ao sistema atual, segundo Barreto, é a vinculação da democracia direta ao filtro do Legislativo, já que a realização de plebiscitos e referendos está sujeita à prévia convocação pelos parlamentares. “O Legislativo é um freio importante, mas ele atravanca muitas discussões porque elas mexem com interesses. Tinha que ter um dispositivo para a população dizer o que quer, e isso seria possível com os meios digitais.”

Em estudo sobre o tema, a professora Denise Auad acredita que o legislador constituinte foi infeliz ao vincular a realização de consultas populares à prévia aprovação do Congresso, o que considera uma “democracia semidireta”, pois é o Parlamento que pauta o que considera ou não importante. “Diante desse fato, e para evitar incertezas, seria importante que a legislação demarcasse melhor quais as matérias suscetíveis à consulta popular”, sugere. Para ela, outro problema diz respeito à legislação infraconstitucional falha sobre os mecanismos de consulta popular.



O cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acredita que as consultas populares ainda não são uma forma de democracia madura devido a resistências dos representantes eleitos pelo povo. “A elite política não é favorável à democracia direta, pois reduz seu poder de manobra. Mas temos apenas uma geração que viveu a democracia sem interrupção. Ainda é preciso um tempo para amadurecer as práticas democráticas, como a própria democracia representativa.”


Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/

05 dezembro, 2011

Artigo, palavras de quem entende

Arrogância, cinismo e hipocrisia, em vez de propostas, são as posturas mais evidentes que conseguimos extrair dos dois representantes do “não” contra o SIM 77. O plebiscito para criação dos estados do Tapajós e Carajás tem contribuído também para revelar a forma com que as elites da capital Belém tratam os paraenses empobrecidos, ou seja, com deboche, desprezo, preconceito e xenofobia.


Quando o Zenaldo Escrotinho e o Celso Burrinho dizem que somos meia dúzia de políticos, isso é uma mentira absurda e uma ofensa grotesca às lutas sociais de gerações que lutaram e lutam pela emancipação do Pará desde 1850, ora mais forte, ora mais tímida, mas esse ideal sempre foi perseverado pela nossa gente.


Em 2007, ajudei a coordenar um abaixo-assinado para a coleta de 500 mil assinaturas na região oeste do Pará, solicitando a aprovação do plebiscito. Esse documento está protocolado no Congresso Nacional e é do conhecimento do Zenaldo. As 500.151 pessoas que participaram do abaixo-assinado não são meia dúzia. Além disso, o projeto que o Congresso Nacional aprovou detém uma emenda com outro abaixo-assinado com 17 mil assinaturas em anexo.


No entanto, para mim, que faço parte da luta pela criação do Estado do Tapajós há 10 anos, trabalhando como voluntário, essa postura leviana não é novidade. Aos paraenses que não acompanharam a nossa luta jamais poderiam imaginar que em Brasília, nos últimos anos, o Zenaldo sempre nos humilhou, com a mesma postura autoritária e com a mesma cara cínica e arrogante.

02 dezembro, 2011

Artigo: Divisão do Pará é ameaça a Unidades de Conservação


Em 11 de dezembro será realizado um plebiscito com toda a população do estado do Pará, que decidirá sobre a divisão ou não do estado em três – além de Pará, Tapajós e Carajás. Se aprovada a divisão, três novas frentes por autonomia econômica se abrem e essa corrida em nome do desenvolvimento, na geografia que se desenharia, desponta como uma séria ameaça à integridade de áreas protegidas e da biodiversidade da região.
O Pará é o segundo estado do Brasil em extensão territorial e mais de 74 milhões de hectares, cerca de 60% do total de 1.247.689,515 km²  são áreas protegidas entre Unidades de Conservação (UCs) de proteção integral (não podem ser habitadas pelo homem) e de uso sustentável (permite o uso sustentável da área por moradores locais). Esses números o tornam, apesar do avanço do desmatamento, o estado com a maior extensão de UCs da Amazônia brasileira. Alterar isso pode ser preocupante.


Além dos rearranjos geográficos, outro alerta a ser considerado é a autonomia quanto à legislação de cada estado no que se refere às UCs estaduais que, sozinhas, ocupam 10,71% do atual Pará. Se dividido em três, estas unidades ficarão à mercê dos novos legisladores.
A preocupação de diminuição ou mesmo dissolução de UCs não é mera especulação, afirma o advogado Girolamo Treccani, ex-assessor chefe do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). “À luz da legislação, todas as Ucs poderiam sofrer modificações desde que projetos de leis, estaduais ou federais, sejam apresentados e aprovados pelas respectivas instâncias”.
Para muito além da esfera legal, existe o modelo de desenvolvimento que historicamente vem sendo implementado na região e nessa análise, alerta Treccani, ameaças às UCs podem se intensificar devido à necessidade dos novos estados em ampliar suas fronteiras agrícolas e de ocupação. A APA Triunfo do Xingu, por exemplo, ficaria divida entre Tapajós e Carajás. Sem grandes proteções legais e com o avanço do desmatamento, seria um dos primeiros alvos dos novos estados.


O alerta vermelho se daria, ainda, sobre duas florestas estaduais, as Flotas Faro e Trombetas. “Essas duas áreas estão próximas às terras do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) destinadas à agricultura e, por suas características geofísicas, são propicias ao agronegócio. O Tapajós poderia alegar falta de terras para seu desenvolvimento”, prevê Treccani.


Fonte: O Eco

27 novembro, 2011

Carajás e Tapajós: Dividido em três, o Pará será mais rico e mais cobrado pela população

Artigo: Leonardo Attuch / Colunista da ISTOÉ

Nas mãos dos eleitores do Pará, no domingo 11, o Brasil tem uma chance histórica para dar dois passos à frente. Cerca de 4,6 milhões de paraenses irão às urnas para votar no plebiscito que pode dividir sua atual área territorial em três, criando dentro dela os Estados de Carajás e Tapajós. À primeira vista, de pronto se enxerga mais políticos (dois governadores, seis senadores, dezenas de deputados federais e estaduais) e novas estruturas de poder (sedes governamentais, assembleias legislativas, etc.). Uma antevisão, infelizmente, forte o suficiente para embotar a razão, mas que precisa ser ultrapassada. Esses dois novos Estados, se aprovados, terão extrema importância para a economia não só do Pará, mas de todo o Brasil.

Tome-se, em benefício da análise, as mais recentes criações de Estados no Brasil. É consensual, hoje, que o corte do antigo Mato Grosso em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, efetuado em 1977, foi um acerto de duração permanente, mesmo tendo ocorrido em plena ditadura militar. A divisão daquela imensa área levou para municípios e populações antes desassistidas novos serviços públicos. Estes, por sua vez, aceleraram o desenvolvimento econômico e social regional, consolidando atualmente Mato Grosso do Sul como um dos maiores produtores de alimentos do País. Não houve, como contrapartida, qualquer esvaziamento da riqueza inerente a Mato Grosso. Mais recentemente, em 1988, nasceu, de um vértice de Goiás, o Estado do Tocantins. Imediatamente após sua criação, a nova capital, Palmas, tornou-se um grande polo de atração de indústrias e serviços.

Onde hoje há apenas o gigantesco Pará, com seu 1,24 milhão de km² (equivalente a quatro Itálias!) de conflitos sociais e péssimos indicadores de ­desenvolvimento humano, amanhã o quadro tem tudo para ser outro – caso os eleitores locais superem a desinformação inicial e abram passagem para o crescimento. Vítima do desmatamento, por meio do qual o banditismo impera e se produz um noticiário repleto de crimes políticos e chacinas, sabe-se, há muito, que a atual estrutura de governo do Pará é insuficiente para elucidar todas as suas complexas equações. Os fracassos administrativos se acumulam, governo após governo, à esquerda ou à direita. A verdade é que há, naqueles limites, um Estado cujo tamanho equivale ao de vários países europeus, mas apenas um único e singular governo.

Ao mesmo tempo, Carajás e Tapajós nasceriam sobre terras férteis para a agricultura, ricas para a mineração e amplas o suficiente para que nelas conviva o gado. Administrações mais próximas da população local seriam mais cobradas, melhor fiscalizadas e teriam, dessa forma, renovadas condições para preencher o atual vácuo administrativo. 

O Brasil, cujo tamanho territorial é comparável ao dos Estados Unidos (8,5 milhões de km² contra 9,6 milhões de km²), chegou a um PIB de US$ 2,19 trilhões em 2010. O irmão do Norte, mesmo combalido, atingiu US$ 14,7 trilhões – mais de seis vezes maior. Aqui, são 27 Estados. Lá, 50. A relação entre produção de riquezas, território e organização administrativa, goste-se ou não, é direta. 

21 novembro, 2011

Artigo de Jatene sobre a divisão do Pará


O governado do Pará, Simão Jatene (PSDB) escreveu artigo divulgado nos jornais O Liberal e Diário do Pará se posicionando acerca a divisão do estado para a criação de Carajás e Tapajós. Acompanhe o que diz o governador:
“Minhas amigas e meus amigos.

16 novembro, 2011

Sejamos realista sobre a divisão do Pará

Os representantes da campanha do sim, precisam mostrar para a população que os novos estados de tapajós e carajas, não irão gastar milhões de reais com obras para construir prédios como: Tribunal de Justiça, Ministério Público,Assembléia Legislativa e etc..., pois as estruturas existentes nessas localidades,serão modificadas e ampliadas aos poucos, conforme forem acontecendo as mudanças,de forma natural e conforme todos os outros processos de crescimento que forem acontecendo.Os responsáveis pela campanha do não,estão tentando emocionar a população,querendo manter o estado grande, porém inoperante e desigual,como sempre foi com a população sul e oeste do estado. A população da região metropolitana de Belém, não conhece a realidade do estado e precisa ser conscientizada da realidade. Estão fazendo terrorismo com o povo,dizendo que não vai ter concurso público e que o futuro do funcionalismo é incerto, isso chega a ser nojento, pois é claro que um novo estado terá que ser estruturado, mas de forma gradativa e dentro das necessidades de cada região! Deveria haver uma punição para quem fornecesse dados errados que confundem a cabeça do eleitor!!! 


Pense! seu voto é sua opinião.

14 novembro, 2011

Artigo: Divisão do Pará pode dar prejuízo à União

Comentada em: procarajas.blogspot.com/2011/09/5-motivos-para-criar-um-novo-estado.html

A conta pela criação dos Estados de Carajás e Tapajós, que podem surgir da divisão do Pará, deve ser paga pela União e pelos outros Estados.

Em 11 de dezembro, os paraenses decidirão em plebiscito se desejam a divisão. Caso repita o acordo feito com Tocantins, em 1988, a União injetará mais de R$ 1 bilhão nos dois novos Estados.

Carajás e Tapajós poderão pleitear benefício semelhante ao de Tocantins, que recebeu um auxílio que, hoje, equivale a R$ 680 milhões.

Outra possibilidade é que Carajás e Tapajós se beneficiem de aumento nos repasses federais do FPE (Fundo de Participação dos Estados). Nesse caso os demais Estados é que perderiam recursos.

Essa guerra de números já esquenta a campanha do plebiscito sobre a divisão do Pará. Há duas projeções: os favoráveis a Carajás e Tapajós preveem máquinas públicas enxutas, e o outro lado faz cálculos levando em conta uma administração inchada.

Os defensores da divisão se apoiam no economista Célio Costa, que ajudou a criar o Tocantins e prevê um aumento nos repasses do FPE.

O Pará recebeu R$ 2,9 bilhões de FPE em 2010. Costa calcula que, com a divisão, os novos Estados já receberiam mais que isso. Ele estima R$ 1,1 bilhão para Carajás e R$ 2,2 bilhões para Tapajós.

Somando tais repasses à arrecadação, cada Estado teria uma receita de R$ 3 bilhões e chegaria ao equilíbrio.

Mas, nesse caso, o acréscimo de R$ 3,3 bilhões seria abatido das transferências aos demais Estados. Só o Pará perderia R$ 300 milhões.

A estimativa usada na campanha contra a divisão é do economista Rogério Boueri, do Ipea. Ele calcula que os novos Estados seriam inviáveis.

Levando em conta os futuros PIBs de Carajás e Tapajós, ele afirma que os Estados, juntos, teriam um deficit anual de R$ 1,9 bilhão, que teria de ser bancado pela União.

Editoria de Arte/Folhapress"

10 novembro, 2011

Redesenhando as fronteiras do Pará

As propostas de desmembramento do estado do Pará para a criação de Carajás e Tapajós, que tramitam no Congresso Nacional, têm gerado muita polêmica quanto à viabilidade das novas unidades federativas. Até o final deste ano, a população paraense terá que decidir em plebiscito se o suposto desenvolvimento dos municípios que constituirão os novos estados compensará os custos envolvidos com a implantação das novas estruturas administrativas. Caso sejam aprovadas as propostas, todos os brasileiros terão que se acostumar com o novo mapa político do Brasil, que se mantinha inalterado há pouco mais de vinte anos, desde a criação do estado do Tocantins.


Essa não é a primeira vez que as fronteiras do Pará precisam ser redesenhadas. No início de sua ocupação, a região ao redor de Belém e o leste da Ilha de Marajó pertenciam à Capitania do Maranhão, criada pela Coroa Portuguesa em 1535, enquanto o resto do território paraense estava sob o domínio espanhol. Quando o sistema de capitanias foi substituído pelo governo-geral em 1573, essa região passou a integrar o chamado Governo do Norte até 1621, ano em que as divisões administrativas do Brasil foram novamente reformuladas. Surgiu, então, o estado do Maranhão, que visava impulsionar a expansão pela bacia amazônica (Leia “História do mapa político brasileiro”).

Apenas em 1751 é que as divisões políticas da região Norte começaram a apresentar uma configuração parecida com a atual, especialmente devido à criação do estado de Grão-Pará e Maranhão. Além dos atuais estados do Pará e do Maranhão, também faziam parte dessa região Amazonas, Roraima e Amapá. Em 1772, ela se separou do Maranhão e passou a ser chamada de Grão-Pará e Rio Negro, sendo incorporada oficialmente ao Brasil logo após a Independência em 1823 (Veja mapa interativo). Mesmo com os movimentos separatistas eclodindo por todo o país – como a Cabanagem (1835-1840) na região de Belém –, os limites de Grão Pará e Rio Negro permaneceram intactos por quase setenta anos.
A separação de Amazonas e Pará ocorreu em 1850; mas apenas com a Proclamação da República, em 1889, as províncias foram oficializadas como estados brasileiros. Os limites do Pará ainda se modificaram mais um pouco em 1943, com a delimitação do território do Amapá, que era tido como uma área estratégica de fronteira e que só foi elevado à categoria de estado em 1988.

24 outubro, 2011

Novos estados trarão desenvolvimento


Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Edição:
Fonte:  Rivadavia Severo
Dividir para multiplicar, assim o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) defende a ideia de divisão do estado do Pará para a criação dos estados de Carajás e do Tapajós. Coordenador-geral da Frente pela Criação do Estado do Carajás, o parlamentar argumenta que devido à extensão do Pará o Poder Público não consegue atender a todas as demandas da população e a divisão melhoraria a gestão do estado.
Segundo Queiroz, se o Pará fosse um país, por exemplo, seria considerado o 14º maior do mundo. “A gente quer dividir para multiplicar. Em vez de ter apenas um gestor para um estado do tamanho do Pará, teremos três gestores. Facilita a gestão”, disse o deputado à Agência Brasil. Usando como exemplo a divisão de Mato Grosso para criação de Mato Grosso do Sul e a divisão de Goiás para criar o Tocantins, Queiroz acredita que a divisão do Pará seria um avanço.
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